quinta-feira, 11 de junho de 2009
Flor de garrafa plastica Pet
Olha que interessante esta flor feita com garrafa plástica pet.
Material: uma garrafa plástica PET, palito de churrasco ou vareta de pipa, tinta guache ou tinta plástica, tesoura sem ponta, cola e durex.Passo a Passo:
1-Pegue uma garrafa PET com a tampinha, retire o rótulo e lave bem .Corte as laterais da garrafa, conforme a figura ao lado.
2-Com o gargalho, você vai fazer o suporte, uma espécie de vasinho, e com a base, a flor. A parte do meio serve para fazer as folhas.Pegue o bocal cortado e faça um furinho no meio da tampa da garrafa. Aí você vai fixar o palito com a flor.
3-Na parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso.
4- Na parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso. Recorte , conforme a gravura.
5-Aproveite a parte do meio da garrafa para fazer duas folhinhas. Se a garrafa já for verde, você nem precisa pintar; caso contrário, pinte-a com guache.
6-Encape o palito de churrasco com papel verde ou pinte com guache.Cole o palito na flor, deixando-a em pé. Seu vasinho já está pronto!
Fonte: http://www.fabricadebrinquedos.com.br


Olha que interessante esta flor feita com garrafa plástica pet.
Material: uma garrafa plástica PET, palito de churrasco ou vareta de pipa, tinta guache ou tinta plástica, tesoura sem ponta, cola e durex.Passo a Passo:
1-Pegue uma garrafa PET com a tampinha, retire o rótulo e lave bem .Corte as laterais da garrafa, conforme a figura ao lado.
2-Com o gargalho, você vai fazer o suporte, uma espécie de vasinho, e com a base, a flor. A parte do meio serve para fazer as folhas.Pegue o bocal cortado e faça um furinho no meio da tampa da garrafa. Aí você vai fixar o palito com a flor.
3-Na parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso.
4- Na parte de baixo da garrafa, desenhe o contorno de uma flor, aproveitando o formato da base que já lembra isso. Recorte , conforme a gravura.
5-Aproveite a parte do meio da garrafa para fazer duas folhinhas. Se a garrafa já for verde, você nem precisa pintar; caso contrário, pinte-a com guache.
6-Encape o palito de churrasco com papel verde ou pinte com guache.Cole o palito na flor, deixando-a em pé. Seu vasinho já está pronto!
Fonte: http://www.fabricadebrinquedos.com.br


quarta-feira, 3 de junho de 2009
Dia do Meio Ambiente

Carta ao inquilino
Senhor morador,
Gostaria de informar que o contrato de aluguel que acordamos há muitos anos atrás está vencendo. Precisamos renová-lo, porém temos que acertar alguns pontos fundamentais:
1 - Você precisa pagar a conta de energia. Está muito alta! Como você gasta tanto?
2 - Antes eu fornecia água em abundância; hoje não disponho mais desta quantidade. Precisamos renegociar o uso.
3 - Por que alguns na casa comem o suficiente e outros estão morrendo de fome, se o quintal é tão grande? Se cuidar da terra vai ter alimento para todos!
4 - Você cortou as árvores que dão sombra, ar e equilíbrio. O Sol está quente e o calor aumentou. Você precisa replantar novamente!
5 - Todos os bichos e as plantas do imenso jardim devem ser cuidados e preservados. Procurei alguns animais e não encontrei. Sei que quando aluguei a casa eles existiam...
6 - Não vi muitos peixes que moram nos rios e lagos. Você pescou todos? Onde estão?
7 - Precisa verificar que cores estranhas estão no céu! Não vejo o azul!
8 - Por falar em lixo, que sujeira!!! Encontrei objetos estranhos pelo caminho... isopor, pneus, plásticos...
Bom... é hora de conversarmos. Preciso saber se você ainda quer morar aqui. Caso afirmativo, o que você pode fazer para cumprir o contrato?
Gostaria de ter você sempre comigo, mas tudo tem um limite.Você pode mudar? Aguardo respostas e atitudes...Sua casa,
A TERRA.
♥♥♥
Se a Terra nos cobrasse pela destruição que temos feito no ambiente, a carta seria mais ou menos assim...
Falar da Terra, das suas maravilhas, e do que as pessoas fazem em seu cotidiano, deveria levar à mudança de atitudes. Há anos e anos falamos nisso, a quantidade de lixo produzido não diminui, a poluição está cada vez maior, por mais que se fale, que apareça na televisão e nos jornais...
Por que? Porque não nos sentimos PARTE da natureza,nos sentinos superiores aos outros seres vivos que partilham conosco desta mesma morada, a Terra.
Mesmo tirando da Terra todo nosso sustento (alimento), a água que bebemos e o ar que respiramos, falta muito para desenvolver uma consciência planetária, ou seja, perceber que ESTE é o único planeta que temos para viver no Sistema Solar.
O que trabalhar no dia do meio ambiente?
Uma música, um texto, uma vivência...
O que trabalhar todos os dias?
O amor à natureza e aos elementos da Terra: ÁGUA, AR e SOLO.
Só quem ama, respeita.
Só quem ama, preserva.
Só quem ama, se vê como parte de um todo.
Meu corpo toma tantos nutrientes "emprestados" de outros corpos que me servem de alimento... Usa a água e o ar para se manter vivo... Mas um dia, como num ciclo sem fim, ele devolverá à Terra todo material que o compôs...
E a vida continuará, os materiais farão parte de outros seres vivos, este é o maravilhoso milagre da VIDA que este planeta proporciona a todos os seres que nele habitam...Há milhares de anos.
Ivanise Meyer
Bom... é hora de conversarmos. Preciso saber se você ainda quer morar aqui. Caso afirmativo, o que você pode fazer para cumprir o contrato?
Gostaria de ter você sempre comigo, mas tudo tem um limite.Você pode mudar? Aguardo respostas e atitudes...Sua casa,
A TERRA.
♥♥♥
Se a Terra nos cobrasse pela destruição que temos feito no ambiente, a carta seria mais ou menos assim...
Falar da Terra, das suas maravilhas, e do que as pessoas fazem em seu cotidiano, deveria levar à mudança de atitudes. Há anos e anos falamos nisso, a quantidade de lixo produzido não diminui, a poluição está cada vez maior, por mais que se fale, que apareça na televisão e nos jornais...
Por que? Porque não nos sentimos PARTE da natureza,nos sentinos superiores aos outros seres vivos que partilham conosco desta mesma morada, a Terra.
Mesmo tirando da Terra todo nosso sustento (alimento), a água que bebemos e o ar que respiramos, falta muito para desenvolver uma consciência planetária, ou seja, perceber que ESTE é o único planeta que temos para viver no Sistema Solar.
O que trabalhar no dia do meio ambiente?
Uma música, um texto, uma vivência...
O que trabalhar todos os dias?
O amor à natureza e aos elementos da Terra: ÁGUA, AR e SOLO.
Só quem ama, respeita.
Só quem ama, preserva.
Só quem ama, se vê como parte de um todo.
Meu corpo toma tantos nutrientes "emprestados" de outros corpos que me servem de alimento... Usa a água e o ar para se manter vivo... Mas um dia, como num ciclo sem fim, ele devolverá à Terra todo material que o compôs...
E a vida continuará, os materiais farão parte de outros seres vivos, este é o maravilhoso milagre da VIDA que este planeta proporciona a todos os seres que nele habitam...Há milhares de anos.
Ivanise Meyer

5 de junho
Dia Mundial do Meio Ambiente
e da Ecologia
.............................
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."
(autor desconhecido)
♥♥♥
Enquanto os seres humanos não se perceberem como
seres vivos deste planeta,
continuaremos a destruí-lo com nossas atitudes.
O papel de cada um de nós é tão fundamental
quanto as ações governamentais.
Precisamos conhecer nosso planeta,
conhecer como os seres vivos sobrevivem,
perceber que água, solo e ar
precisam estar disponíveis para
TODOS nós,
os seres viventes da Terra.
Não há para onde ir se sujarmos
nossa água, nosso ar e nosso solo...
Preservar o planeta não é "moda",
mas uma atitude de presente e futuro.
Ensinar a criança a respeitar a natureza,
a não desperdiçar nossos recursos,
a reduzir o uso de materiais,
a recolher o que pode ser reciclado,
a reaproveitar o que ainda não vai para o lixo,
são pequenas atitudes
que vão contribuir muito.
O amanhã começa hoje!
Dia Mundial do Meio Ambiente
e da Ecologia
.............................
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."
(autor desconhecido)
♥♥♥
Enquanto os seres humanos não se perceberem como
seres vivos deste planeta,
continuaremos a destruí-lo com nossas atitudes.
O papel de cada um de nós é tão fundamental
quanto as ações governamentais.
Precisamos conhecer nosso planeta,
conhecer como os seres vivos sobrevivem,
perceber que água, solo e ar
precisam estar disponíveis para
TODOS nós,
os seres viventes da Terra.
Não há para onde ir se sujarmos
nossa água, nosso ar e nosso solo...
Preservar o planeta não é "moda",
mas uma atitude de presente e futuro.
Ensinar a criança a respeitar a natureza,
a não desperdiçar nossos recursos,
a reduzir o uso de materiais,
a recolher o que pode ser reciclado,
a reaproveitar o que ainda não vai para o lixo,
são pequenas atitudes
que vão contribuir muito.
O amanhã começa hoje!
Mensagem
Quem é responsável pela qualidade?
.......................................................
.......................................................
Está é uma história sobre quatro pessoas chamadas:
TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
A QUALIDADE era um serviço importante a ser feito, e TODO MUNDO estava certo de que ALGUÉM o faria.
QUALQUER UM poderia ter feito.
ALGUÉM ficou zangado sobre isso, porque era serviço de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM podia fazê-lo, mas NINGUÉM percebeu que TODO MUNDO não o faria.
No fim, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Mensagem
Quando educas?
.........................
Não educa quando impõe suas convicções,
.........................
Não educa quando impõe suas convicções,
mas quando suscita convicções pessoais.
Não educa quando impõe condutas,
mas quando propõe valores que motivem.
Não educa quando impõe caminhos,
mas quando ensina a caminhar.
Não educa quando impõe dependências,
mas quando acorda a coragem de ser livre.
Não educa quando impõe suas idéias,
mas quando fomenta a capacidade de pensar por conta própria.
Não educa quando impõe o terror que isola,
mas quando libera o amor que acerca e comunica.
Não educa quando impõe sua autoridade,
mas quando cultiva a autonomia do outro.
Não educa quando impõe a uniformidade que doutrina,
mas quando respeita a originalidade que faz a diferença.
Não educa quando impõe a verdade,
mas quando ensina a procurá-la honestamente.
Não educa quando impõe uma punição,
mas quando ajuda a aceitar um castigo.
Não educa quando impõe disciplina,
mas quando forma pessoas responsáveis.
Não educa quando impõe autoritariamente o respeito,
mas quando o ganha com autoridades de pessoa respeitável.
Não educa quando impõe o medo que paralisa,
mas quando consegue a admiração que estimula.
Não educa quando impõe informação à memória,
mas quando mostra o sentido da vida.
Não educa quando impõe a Deus,
mas quando o faz presente na tua vida.
Para refletir: A dificuldade de agradar a todos!
Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos.
Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.
♥♥♥
Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
- "Pobre criança!", exclamou um passante, "suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento. Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr?
O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer:
- Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.
Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas.
- Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais! O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã. Pobre criatura!
Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer:
- Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim! Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?
O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho.
- "Independente do que fazemos, disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto".
Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.
♥♥♥
Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
- "Pobre criança!", exclamou um passante, "suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento. Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr?
O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer:
- Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.
Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas.
- Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais! O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã. Pobre criatura!
Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer:
- Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim! Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?
O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho.
- "Independente do que fazemos, disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto".
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Reflexão
Educar - Rubem Alves

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades. Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.
São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades. Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.
São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.
Para Pais e Professores

Quando você pensava que eu não estava olhando,eu vi você pegar meu desenho e prendê-lo na geladeira e, imediatamente, tive vontade de lhe fazer outro.
Eu vi você dar comida a um gato de rua e aprendi que devemos tratar bem os animais.
Eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais.
Eu percebi você me dando um beijo de boa noite e me senti amada e segura.
Eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e aprendi que temos que cuidar daquilo que gostamos.
Eu vi você cumprir com todas as suas responsabilidades e aprendi que tinha que ser responsável quando crescesse.
Eu vi você cuidando do vovô e aprendi que devemos tratar bem aqueles que nos cuidaram na infância.
Eu aprendi a maior parte das lições que eu precisava para ser uma pessoa boa e produtiva, quando você pensava que eu não estava olhando.
As pessoas estão sempre aprendendo com o que fazemos, mais do que com o que falamos. Nossas ações produzem lições mais efetivas do que palavras vazias, jogadas ao vento.
Piaget disse: “O pensamento deve se desenvolver através de ações e não de palavras”
Orientações didáticas sobre leitura
Para que os estudantes do 5º ano dominem habilidades essenciais de leitura cobradas na Prova Brasil, o professor deve trabalhar algumas atividades sistematicamente
Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br)
O trabalho com leitura começa ainda na Educação Infantil e vai se tornando mais complexo com o passar dos anos. Para levar a garotada a dominar as habilidades básicas avaliadas pela Prova Brasil, é necessário incluir algumas ações na rotina, de acordo com Kátia Bräkling e Beatriz Gouveia, coautoras do estudo do Inep sobre a avaliação. Confira.
1. Oferecer bons textos para qualquer atividade O material disponibilizado ao aluno deve ter boa qualidade, ser coeso e coerente, possuir uma linguagem adequada ao contexto de produção, utilizar critérios corretos de paragrafação e pontuação e estar registrado dentro da língua-padrão. É importante, portanto, selecionar textos de escritores nacionais reconhecidos e traduções bem feitas.
2. Fazer um diagnóstico das capacidades das crianças A primeira tarefa é elaborar uma pauta de observação que considere as habilidades de leitura já apropriadas pela classe e por cada aluno individualmente para ver o que precisa ser ensinado. É possível se basear nas capacidades dos descritores e organizar o planejamento por meio de perguntas.
3. Dar atividades abordando diferentes habilidades Nem todo texto suscita boas atividades para desenvolver determinadas habilidades. Há os que são mais adequados ao trabalho com tipos de inferência, como piadas e anedotas. Outros se prestam mais ao estabelecimento de relações entre linguagem verbal e não verbal, como reportagens - que se articulam a infográficos, gráficos e outras imagens.
4. Propor a leitura de gêneros variados É preciso trabalhar todos os gêneros (ou a maioria deles) em um mesmo ano de escolaridade, pois eles mobilizam no leitor diferentes capacidades, que só são aprofundadas por meio da familiaridade com eles. A ideia é propor a leitura e a interpretação de diversos textos de um mesmo gênero. O que importa não é saber que as narrativas apresentam uma organização temporal, por exemplo, mas qual a finalidade delas.
5. Planejar a progressão de desafios Para aprofundar e ampliar a proficiência e a autonomia leitoras, o ideal é organizar a progressão, com critérios bastante claros de seleção do material. Dessa forma, é possível trabalhar fábulas tanto na 2ª quanto na 4ª série, por exemplo, assim como contos literários, aumentando a complexidade dos textos.
6. Propor a leitura em colaboração periodicamente Ler em conjunto com os estudantes é fundamental para que eles aprendam a interpretar um texto. O trabalho começa com o levantamento de algumas questões, localizando-as no texto e prevendo possíveis respostas. No início, o ideal é estimular as crianças a realizar antecipações a respeito do que será lido com base no título. Conforme a história avança, elas respondem a perguntas sobre o que vai ocorrer - sempre sustentando as respostas com marcas e recursos linguísticos presentes no texto ou indicando conhecimentos prévios.
7. Realizar leituras em dupla ou individualmente No caso de textos informativos, essa atividade pode vir acompanhada de questões a serem respondidas por escrito para que se possa avaliar o que foi apropriado. O educador informa que será realizada uma discussão coletiva sobre o texto, orientando para que todos façam anotações, que poderão ser consultadas. Na socialização do trabalho, são explicitadas as pistas linguísticas utilizadas para resolver os problemas de compreensão. A circulação das informações traz a possibilidade de apropriação das estratégias por quem ainda não as domina.
8. Organizar as aulas de modo a dar a autonomia leitora Quando se apresenta um gênero novo à turma, o professor deve iniciar o trabalho no coletivo antes de propor leituras individuais, que podem gerar dificuldades de compreensão. À medida que os alunos se familiarizam com o gênero, é preciso que leiam de forma cada vez mais autônoma, mas com supervisão.
9. Contemplar empréstimos de livros na rotina semanal Os alunos precisam ter autonomia para escolher as obras que querem ler. Assim, eles descobrem o prazer da leitura, um comportamento comum aos leitores proficientes. Além da biblioteca da escola, as do bairro e da cidade devem ser um ambiente familiar para eles. Para isso, organizar visitas e estimular a frequência a esses ambientes é essencial.
10. Desenvolver o comportamento leitor Esse é um conteúdo de ensino que pode ser abordado de diversas maneiras: além de o professor socializar os próprios critérios de escolha e apreciação estética de textos, ele pode pedir que o estudante procure obras literárias regularmente, comente com os colegas o que se está lendo, leia trechos de que gostou para eles e recomende a todos os materiais diversos que são de seu interesse.
11. Trabalhar diferentes propósitos e modalidades de leitura No ato de ler, há objetivos diversos: estudar, se informar, revisar um texto escrito pelo próprio aluno ou simplesmente pelo prazer. O professor necessita explicitar para a turma essas diferentes finalidades e trabalhar as modalidades próprias de cada uma delas. Diferentemente da leitura extensiva de um romance, por exemplo, a leitura para identificar uma informação deve ser realizada de maneira que se possibilite encontrar coisas pontuais no texto.
Para que os estudantes do 5º ano dominem habilidades essenciais de leitura cobradas na Prova Brasil, o professor deve trabalhar algumas atividades sistematicamente
Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br)
O trabalho com leitura começa ainda na Educação Infantil e vai se tornando mais complexo com o passar dos anos. Para levar a garotada a dominar as habilidades básicas avaliadas pela Prova Brasil, é necessário incluir algumas ações na rotina, de acordo com Kátia Bräkling e Beatriz Gouveia, coautoras do estudo do Inep sobre a avaliação. Confira.
1. Oferecer bons textos para qualquer atividade O material disponibilizado ao aluno deve ter boa qualidade, ser coeso e coerente, possuir uma linguagem adequada ao contexto de produção, utilizar critérios corretos de paragrafação e pontuação e estar registrado dentro da língua-padrão. É importante, portanto, selecionar textos de escritores nacionais reconhecidos e traduções bem feitas.
2. Fazer um diagnóstico das capacidades das crianças A primeira tarefa é elaborar uma pauta de observação que considere as habilidades de leitura já apropriadas pela classe e por cada aluno individualmente para ver o que precisa ser ensinado. É possível se basear nas capacidades dos descritores e organizar o planejamento por meio de perguntas.
3. Dar atividades abordando diferentes habilidades Nem todo texto suscita boas atividades para desenvolver determinadas habilidades. Há os que são mais adequados ao trabalho com tipos de inferência, como piadas e anedotas. Outros se prestam mais ao estabelecimento de relações entre linguagem verbal e não verbal, como reportagens - que se articulam a infográficos, gráficos e outras imagens.
4. Propor a leitura de gêneros variados É preciso trabalhar todos os gêneros (ou a maioria deles) em um mesmo ano de escolaridade, pois eles mobilizam no leitor diferentes capacidades, que só são aprofundadas por meio da familiaridade com eles. A ideia é propor a leitura e a interpretação de diversos textos de um mesmo gênero. O que importa não é saber que as narrativas apresentam uma organização temporal, por exemplo, mas qual a finalidade delas.
5. Planejar a progressão de desafios Para aprofundar e ampliar a proficiência e a autonomia leitoras, o ideal é organizar a progressão, com critérios bastante claros de seleção do material. Dessa forma, é possível trabalhar fábulas tanto na 2ª quanto na 4ª série, por exemplo, assim como contos literários, aumentando a complexidade dos textos.
6. Propor a leitura em colaboração periodicamente Ler em conjunto com os estudantes é fundamental para que eles aprendam a interpretar um texto. O trabalho começa com o levantamento de algumas questões, localizando-as no texto e prevendo possíveis respostas. No início, o ideal é estimular as crianças a realizar antecipações a respeito do que será lido com base no título. Conforme a história avança, elas respondem a perguntas sobre o que vai ocorrer - sempre sustentando as respostas com marcas e recursos linguísticos presentes no texto ou indicando conhecimentos prévios.
7. Realizar leituras em dupla ou individualmente No caso de textos informativos, essa atividade pode vir acompanhada de questões a serem respondidas por escrito para que se possa avaliar o que foi apropriado. O educador informa que será realizada uma discussão coletiva sobre o texto, orientando para que todos façam anotações, que poderão ser consultadas. Na socialização do trabalho, são explicitadas as pistas linguísticas utilizadas para resolver os problemas de compreensão. A circulação das informações traz a possibilidade de apropriação das estratégias por quem ainda não as domina.
8. Organizar as aulas de modo a dar a autonomia leitora Quando se apresenta um gênero novo à turma, o professor deve iniciar o trabalho no coletivo antes de propor leituras individuais, que podem gerar dificuldades de compreensão. À medida que os alunos se familiarizam com o gênero, é preciso que leiam de forma cada vez mais autônoma, mas com supervisão.
9. Contemplar empréstimos de livros na rotina semanal Os alunos precisam ter autonomia para escolher as obras que querem ler. Assim, eles descobrem o prazer da leitura, um comportamento comum aos leitores proficientes. Além da biblioteca da escola, as do bairro e da cidade devem ser um ambiente familiar para eles. Para isso, organizar visitas e estimular a frequência a esses ambientes é essencial.
10. Desenvolver o comportamento leitor Esse é um conteúdo de ensino que pode ser abordado de diversas maneiras: além de o professor socializar os próprios critérios de escolha e apreciação estética de textos, ele pode pedir que o estudante procure obras literárias regularmente, comente com os colegas o que se está lendo, leia trechos de que gostou para eles e recomende a todos os materiais diversos que são de seu interesse.
11. Trabalhar diferentes propósitos e modalidades de leitura No ato de ler, há objetivos diversos: estudar, se informar, revisar um texto escrito pelo próprio aluno ou simplesmente pelo prazer. O professor necessita explicitar para a turma essas diferentes finalidades e trabalhar as modalidades próprias de cada uma delas. Diferentemente da leitura extensiva de um romance, por exemplo, a leitura para identificar uma informação deve ser realizada de maneira que se possibilite encontrar coisas pontuais no texto.
12. Incluir a leitura programada no planejamento São essenciais as atividades que levam à ampliação da proficiência na compreensão de textos mais extensos ou complexos. Isso é feito com uma programação para que um livro de contos ou romance, por exemplo, seja lido em partes. O professor lê as obras selecionadas e as divide em trechos com coerência semântica para serem lidos pela classe sequenciadamente, em prazos combinados - fora da sala de aula. Terminada cada etapa, cabe ao educador levantar aspectos sobre a materialidade linguística: recursos gráficos utilizados e efeitos de sentido produzidos pela sua utilização, pela pontuação ou pelo discurso indireto livre, por exemplo. Em data prevista, em uma discussão coletiva dos aspectos priorizados, são explicitados procedimentos de leitura utilizados, assim como pistas linguísticas que permitiram a mobilização das capacidades utilizadas.
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